Faz precisamente hoje um mês que resolvi rapar a barba e o cabelo. Não mais esquecerei esse dia. Ainda te lembras? Ainda me lembro? Basta folhear algumas páginas para que tudo faça "sentido". Todos os anos havia aquele ritual, não interessa se era por um fim de semana, por uma semana, por quinze dias ou mesmo por um mês. Todos os anos a malta reunia-se e assim que os dias eram mais longos que a noite alguém dava o toque a reunir a malta e lá se alugava o casebre do costume e os seis do costume lá se encontravam. Nunca eramos seis. Havia sempre "intrusos". Todos os anos havia sempre alguém novo. Esses dias eram sagrados. Eram o elo que ligava os tempos loucos da adolescência e juventude às preocupações e stresses da vida adulta. Confesso que houve anos em que fui algo contrariado, aliás todos devem ter experimentado o mesmo sentimento, no entanto assim que passavam os cinco primeiros minutos naquela casa tudo se compunha e o bom humor imperava... Era uma casa mística... O portal principal escondia um carreiro que serpenteva entre os jardins cerca de cinquenta metros até que terminava num largo estacionamento mesmo em frente à porta principal da casa. No piso térreo apenas havia uma cozinha algo tacanha e uma ampla sala com umas portadas a todo o comprimento que davam para as traseiras. E aqui residia a maior parte do encanto daquele lugar: naquelas traseiras aparecia um amplo jardim relvado salpicado com umas quantas árvores e arbustos. No final, uma falésia onde se via o rio a nascer entre uns quantos calhaus e a crescer pelas verdejantes margens. Este ano o elemento estranho foi Graciosa...Quando me disseram que ia não gostei... apesar de não a conhecer... não gosto do nome... Formei logo na altura uma opinião que estaria bem longe da realidade. A realidade é que quando ela entrou nessa casa à coisa de três meses não consegui tirar os olhos dela. Estava completamente hipnotizado. Ainda hoje tento explicar tal comportamento tão primitivo. Eu não sou assim. Acima de tudo a racionalidade! Era amiga da Rita. Depois das apresentações feitas não mais paramos o conhecimento nesse dia. Aliás, o dia
terminou no dia seguinte na confeitaria da esquina enquanto os restantes seis dormiam profundamente. Foi uma semana inesquecivel! Se houvesse um eu feminino seria aquele ser. Combinamos às escondidas que dentro de quinze dias voltariamos aquela casa. Como custaram passar esses quinze dias... Quando finalmente terminaram, corri para lá. Havia sido primeiro a chegar... O tempo passava... e Graciosa teimava em não chegar... Deitado no sofá da sala espreitva para o jardim, iluminado pela lua. Só eu tinha as chaves da porta principal. O usual era entrar por estas portadas. De quando em quando lá me levantava espreitava pelas portadas entreabertas. Adormeci... e acordei... de um sonho ou para a vida... Não sei... Peguei na máquina e rapei o cabelo. A lâmina encarregou-se da barba. Fechei tudo e voltei à confusão da cidade. Era uma confusão mais suportável! E agora cá estou eu... De novo de volta a esta casa. Junto à falésia a ver o rio nascer... Graciosa já não tinha graça! Era apenas ociosa! Já não se morre por amor! Nem sequer está na moda!
Devaneios... Nada mais...
segunda-feira, setembro 18, 2006
quarta-feira, setembro 06, 2006
Help
Comecei a fazer uma antologia dos poemas da minha vida reunidos com os que mais gosto. Não é preciso ser "famoso" para fazer uma coisa destas! Ajuda-me a encontrar mais. Envia-me os teus preferidos!
Comida
Gosto da comida com sabores intensos. Obviamente há sabores que não suporto como couve ou grelos. Marisco é bom... mas será de confiança? Não será daquele que me irá mandar para o hospital com uma qualquer coisa dificil de pronunciar? A maionese sabe bem mas é preciso ter cuidado para não estar estragada. O peixe é melhor fresco do que congelado. É pena as tripas à moda do porto serem feitas com dobrada de vitela. Gosto incondicionalmente de francesinhas! Não interessa se engorda ou faz mal! Há tanta comida tão boa e tanta intragável. As pessoas são como a comida. Alimenta a tua mente!
untitled
Parece que tem havido pouco sobre o que escrever...
De regresso em breve num blog perto de si...
De regresso em breve num blog perto de si...
terça-feira, abril 11, 2006
sexta-feira, novembro 11, 2005
Carta de Suicídio
Nota: Este texto coloquei-o originalmente no blog do meu irmão... No entanto acho que também vem para aqui. Andei à procura dele e não o encontrei...
Se isto fosse uma vulgar carta, deveria ter começado com "Caro amigo," ou "Querida amiga," ou com uma outra amistosa saudação.
Mas isto não é uma carta qualquer. Era suposto ser uma carta de despedida. Só que não quero despedir-me de ninguém e ao mesmo tempo quero despedir-me de todo o mundo. Vou tentar...
Filho da puta de mundo,
Não sei que mal te fiz eu, por isso tenho de perguntar: Porque raio resolveste implicar comigo?
Desde que me lembro vivo rodeado de mentira, decepção, fraude, traíção. Sempre tentei tomar uma postura correcta, sempre tentei viver de modo a andar de cabeça levantada... E para quê? Para estar constantemente a levar chapadas? E pontapés? E tareias? Não das físicas, das mentais que deixam feridas muito mais profundas e dificeis de estancar. Nunca te pedi nada de especial... Só quis a amizade e carinho de umas poucas pessoas e dinheiro para levar uma vida digna. Não penses que é egoísta dizer que preciso de dinheiro. Não é. Todo o mundo precisa de um mínimo de condições. Também não queria o dinheiro se não tivesse com quem partilhar.
Agora as perguntas que me trazem aqui... Quanto é que uma pessoa consegue aguentar? Durante quanto tempo? Existe um ponto de não retorno? Porque é que me tiraste-me os pais ainda em criança? Porque é que nunca me mostraste amigos verdadeiros, daqueles que estão presentes todo o tempo, no bom e no mau, dos que gostam de nós, independentemente do que façamos, incondicionalmente, que não nos traiam, que aprendam com os seus erros? Porque é que me ensinaste da maneira mais dificil que o Amor não existe? Que tudo não passa de uma invenção do rídiculo ser humano para tornar mais suportavél a sua passagem na vida... que tudo o que fazemos neste planeta, que a nossa função é a simples continuação da espécie. Pois bem, a nossa missão está cumprida! Somos o ser dominante deste penoso planeta... Não tarda passeremos à extinção... Não tarde também TU morrerás... Viverás apenas como pó estelar, e então outra raça alienegena, quem sabe mais avançada que nós, irá estudar-te e dizer: Neste pó, outrora vivou a raça mais egoísta e mais narcisista que há memória na história do Universo... Enquanto isso não acontece, limita-te a continuar a tecer os destinos de pessoas que têm alguma potencial, de pessoas que poderiam tornar-te melhor, de pessoas que TE salvariam, desse teu modo tão imperfeito que deixa todos esses cabrões e todas essas mentes obtusas e que não conseguem pensar por si próprio dominar e atropelar tudo e todos... Se calhar estive sempre errado... Esses tipos é que tiveram sempre razão: "Sucesso a todo o custo e o eu é que importante, independentemente de quem tenhas de atropelar ou como tenhas de atropelar"...
Pois bem, conseguiste o que querias! Quebraste-me! Amanhã já não acordarei no banco deste automovél a beira mar. No meu lugar estará um corpo autômato... Um corpo sem preocupações, sem sentimentos, sem pensamento, um corpo sem ALMA. Será um corpo que automaticamente acordará todos os dias e escrupolosamente dirigir-se-á ao emprego onde desempenherá todas as suas tarefas e regressará à noite para repor as suas energias, para no dia seguinte repetir o processo. E isto é para onde caminha a humanidade... Seres automatos... Robos com as suas funções.
Até sempre mundo cruel,
Espero que sejas extremamente infeliz,
Deste teu novo robô querido,
Zé Ninguém
Se isto fosse uma vulgar carta, deveria ter começado com "Caro amigo," ou "Querida amiga," ou com uma outra amistosa saudação.
Mas isto não é uma carta qualquer. Era suposto ser uma carta de despedida. Só que não quero despedir-me de ninguém e ao mesmo tempo quero despedir-me de todo o mundo. Vou tentar...
Filho da puta de mundo,
Não sei que mal te fiz eu, por isso tenho de perguntar: Porque raio resolveste implicar comigo?
Desde que me lembro vivo rodeado de mentira, decepção, fraude, traíção. Sempre tentei tomar uma postura correcta, sempre tentei viver de modo a andar de cabeça levantada... E para quê? Para estar constantemente a levar chapadas? E pontapés? E tareias? Não das físicas, das mentais que deixam feridas muito mais profundas e dificeis de estancar. Nunca te pedi nada de especial... Só quis a amizade e carinho de umas poucas pessoas e dinheiro para levar uma vida digna. Não penses que é egoísta dizer que preciso de dinheiro. Não é. Todo o mundo precisa de um mínimo de condições. Também não queria o dinheiro se não tivesse com quem partilhar.
Agora as perguntas que me trazem aqui... Quanto é que uma pessoa consegue aguentar? Durante quanto tempo? Existe um ponto de não retorno? Porque é que me tiraste-me os pais ainda em criança? Porque é que nunca me mostraste amigos verdadeiros, daqueles que estão presentes todo o tempo, no bom e no mau, dos que gostam de nós, independentemente do que façamos, incondicionalmente, que não nos traiam, que aprendam com os seus erros? Porque é que me ensinaste da maneira mais dificil que o Amor não existe? Que tudo não passa de uma invenção do rídiculo ser humano para tornar mais suportavél a sua passagem na vida... que tudo o que fazemos neste planeta, que a nossa função é a simples continuação da espécie. Pois bem, a nossa missão está cumprida! Somos o ser dominante deste penoso planeta... Não tarda passeremos à extinção... Não tarde também TU morrerás... Viverás apenas como pó estelar, e então outra raça alienegena, quem sabe mais avançada que nós, irá estudar-te e dizer: Neste pó, outrora vivou a raça mais egoísta e mais narcisista que há memória na história do Universo... Enquanto isso não acontece, limita-te a continuar a tecer os destinos de pessoas que têm alguma potencial, de pessoas que poderiam tornar-te melhor, de pessoas que TE salvariam, desse teu modo tão imperfeito que deixa todos esses cabrões e todas essas mentes obtusas e que não conseguem pensar por si próprio dominar e atropelar tudo e todos... Se calhar estive sempre errado... Esses tipos é que tiveram sempre razão: "Sucesso a todo o custo e o eu é que importante, independentemente de quem tenhas de atropelar ou como tenhas de atropelar"...
Pois bem, conseguiste o que querias! Quebraste-me! Amanhã já não acordarei no banco deste automovél a beira mar. No meu lugar estará um corpo autômato... Um corpo sem preocupações, sem sentimentos, sem pensamento, um corpo sem ALMA. Será um corpo que automaticamente acordará todos os dias e escrupolosamente dirigir-se-á ao emprego onde desempenherá todas as suas tarefas e regressará à noite para repor as suas energias, para no dia seguinte repetir o processo. E isto é para onde caminha a humanidade... Seres automatos... Robos com as suas funções.
Até sempre mundo cruel,
Espero que sejas extremamente infeliz,
Deste teu novo robô querido,
Zé Ninguém
quarta-feira, outubro 26, 2005
terça-feira, agosto 16, 2005
Homage...
Dedicado ao Francisco:
Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
Antoine de Saint-Exupery
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso O que lá vai já deu o que tinha a dar Quem ganhou, ganhou e usou-se disso Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar E enquanto alguns fazem figura Outros sucumbem à batota Chega aonde tu quiseres Mas goza bem a tua rota Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Todos nós pagamos por tudo o que usamos O sistema é antigo e não poupa ninguém, não Somos todos escravos do que precisamos Reduz as necessidades se queres passar bem Que a dependência é uma besta Que dá cabo do desejo E a liberdade é uma maluca Que sabe quanto vale um beijo Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Enquanto houver estrada para andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada para andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar jorge palma |
quarta-feira, julho 20, 2005
Insónia (XI)
(continuação)
Nota: De regresso à Insónia... Ainda são textos antigos... E vão com as notas pessoais, comentários, etc.... Não me apetecia estar a reler, formatar o texto, e arranjar... Quiçá mais tarde farei isso...
- Bem mas agora diz lá o que ficou pendente antes de ir para a Áustria…
Que coisa romântica para dizer depois tal situação…
- Diz… Desculpa não ouvi… Entra… Não vamos ficar à porta…
Sentamo-nos no sofá frente a frente…
- Bem… -digo.
-Pois… - responde-me.
Ficamos ali uns largos minutos a olhar um para o outro… Será que fiz bem?
- Vou aproveitar para dizer o que era para dizer antes de ires para fora…
Levanta-se e vem ao meu encontro… Pega-me na mão e levanta-me… Surge um demorado beijo… Os nossos lábios tocam-se… Roubou-me um beijo… ( ;) ) Puxa-me para o quarto... Para quem andava tão indecisa, de repente está muito segura…
Caímos na cama beijando-nos loucamente e sem dar conta conduz-me à posição do missionário… Bolas (até o nome que lhe dão é sombrio)?! Começou mal… Era impossível ter tornado isto numa situação mais vulgar… Sinceramente… Enfim… Lá estamos naquilo até que acabamos… (acho eu… porque com as mulheres…).
- Obrigado… - diz-me ela.
Obrigado???? De certeza que nem eu nem ela fomos obrigados… e isso é coisa que se diga???
Respondo-lhe com um:
- Amo-te.
Ele retorque com um:
- Ahhh…
Ahhhh??? Mais uma vez surpreendeu-me… Tento adaptar o provérbio de “quem cala consente” para “quem diz ahhh consente”, enquanto ela se vira para o outro lado caindo num sono profundo. Que triste!!! Foi isto? Que desilusão… Se calhar é normal… Afinal foi a nossa primeira vez juntos e numa situação em que perdemos o controle rapidamente… Enfim… Mas não me sai da cabeça… E isto não me deixa dormir. Fico algumas horas a passear por pensamentos nunca antes navegados até que consigo adormecer…
Acordo… São 8h30… Tenho de me arranjar e ir para a Boavista… A cama está vazia… Onde está a Nokinhas? Em cima do seu travesseiro encontro um bilhete…
“Bom dia querido!!!
Desculpa não ter esperado mas tinha de estar na faculdade muito cedo…
Telefona-me quando acordares!
Muah…“
Que bela maneira de acordar depois de uma noite destas!!! Era a ultima coisa no mundo que estava a espera… Espero que tenha sido por algo importante… Bom… Foi um começo
(isto é mais pra adiante)
Naquele momento parece que o tempo parou… Flutuamos pelo Universo rendidos à magia do momento… Ao nosso lado vemos Adão e Eva, Romeu e Julieta, Napoleão e Antonieta, D. Pedro e D. Inês…
(isto vai mais para diante…)
Estou de novo sozinho…
Toda a nossa vida somos bombardeados com histórias intermináveis de amor em que tudo corre bem e ambos vivem felizes para sempre... A história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que as famílias não querem, a história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que não sabe, e no último minuto descobre e ainda a conquista. O velho que descobre o amor num canto escondido do Universo. Enfim... Será que em Hollywood só há casais felizes? Estará isso apenas ao alcance de alguns seres predestinados... Nós os meros mortais conseguiremos alcançar a parte do "... e viveram felizes para sempre...". Analiso todos os factos e a resposta é fácil: "Não!!!". Todos os dias vemos discussões intermináveis entre casais e o número de divórcios aumenta irremediavelmente. Tudo isto leva-me a pensar para quê o amor e paixão se o nosso único objectivo é fazer com que a raça humana habite mais uns anitos na Terra...
O problema é o meu lado romântico... Olho para o que disse antes e penso... Não pode ser! O nosso objectivo na vida não pode ser o mesmo que o resto dos animais que se limitam a "amar" para dar continuidade à espécie... Que mundo cinzento seria esse... Ponho-me a pensar em todas as coisas belas que nos são oferecidas, como o nascer e o por de sol... e dou por mim a ver aqueles casais de velhotes sentados num banco de jardim com ar de adolescentes que vivem o primeiro amor... vejo um casal babado que passeia o seu filhote à beira mar, sorridentes, como que a mostrar ao mundo que o seu descendente é o melhor à face da Terra... e depois penso em todas as grandes lendas da História do amor, como D. Pedro e D. Inês de Castro, Romeu e Julieta e tantos outros... e finalmente grito: "Não pode ser!" Se não existisse o amor eterno, estes factos que enumerei não seriam possíveis... Estas histórias não existiriam... mas hoje o meu lado romântico não ganha… Afinal quem disse que toda a gente tinha uma cara metade. O mito de Androgenia dizia que inicialmente só havia um ser poderoso, que era de ambos os sexos, e os Deuses com medo desses seres resolveram separa-los formando macho e fêmea e estes passavam o resto da vida a procura da sua metade. Se calhar eu não fui dividido… Porém os deuses não têm nada que se preocupar… Acho que não sou assim tão poderoso… Deve ser isso mesmo… Não deve existir a minha cara metade. Provavelmente foi um erro meu…. Sempre vivi a vida baseado em metas – acabar o curso, arranjar emprego, casar, ter filhos… - em vez de me basear em objectivos, um tão simples quão ser feliz... E neste momento estou perto de alcançar o meu novo objectivo… ser feliz… Sou totalmente independente, posso comprar praticamente tudo o que quero, tenho os melhores amigos do mundo, quando quero arranjo umas “amigas coloridas”… Não me posso queixar… De repente tudo parece fazer sentido… A minha história pelos vistos tem outro final: em vez do comum e viveram felizes para sempre, deve ser e viveu feliz para sempre…
Nota: De regresso à Insónia... Ainda são textos antigos... E vão com as notas pessoais, comentários, etc.... Não me apetecia estar a reler, formatar o texto, e arranjar... Quiçá mais tarde farei isso...
- Bem mas agora diz lá o que ficou pendente antes de ir para a Áustria…
Que coisa romântica para dizer depois tal situação…
- Diz… Desculpa não ouvi… Entra… Não vamos ficar à porta…
Sentamo-nos no sofá frente a frente…
- Bem… -digo.
-Pois… - responde-me.
Ficamos ali uns largos minutos a olhar um para o outro… Será que fiz bem?
- Vou aproveitar para dizer o que era para dizer antes de ires para fora…
Levanta-se e vem ao meu encontro… Pega-me na mão e levanta-me… Surge um demorado beijo… Os nossos lábios tocam-se… Roubou-me um beijo… ( ;) ) Puxa-me para o quarto... Para quem andava tão indecisa, de repente está muito segura…
Caímos na cama beijando-nos loucamente e sem dar conta conduz-me à posição do missionário… Bolas (até o nome que lhe dão é sombrio)?! Começou mal… Era impossível ter tornado isto numa situação mais vulgar… Sinceramente… Enfim… Lá estamos naquilo até que acabamos… (acho eu… porque com as mulheres…).
- Obrigado… - diz-me ela.
Obrigado???? De certeza que nem eu nem ela fomos obrigados… e isso é coisa que se diga???
Respondo-lhe com um:
- Amo-te.
Ele retorque com um:
- Ahhh…
Ahhhh??? Mais uma vez surpreendeu-me… Tento adaptar o provérbio de “quem cala consente” para “quem diz ahhh consente”, enquanto ela se vira para o outro lado caindo num sono profundo. Que triste!!! Foi isto? Que desilusão… Se calhar é normal… Afinal foi a nossa primeira vez juntos e numa situação em que perdemos o controle rapidamente… Enfim… Mas não me sai da cabeça… E isto não me deixa dormir. Fico algumas horas a passear por pensamentos nunca antes navegados até que consigo adormecer…
Acordo… São 8h30… Tenho de me arranjar e ir para a Boavista… A cama está vazia… Onde está a Nokinhas? Em cima do seu travesseiro encontro um bilhete…
“Bom dia querido!!!
Desculpa não ter esperado mas tinha de estar na faculdade muito cedo…
Telefona-me quando acordares!
Muah…“
Que bela maneira de acordar depois de uma noite destas!!! Era a ultima coisa no mundo que estava a espera… Espero que tenha sido por algo importante… Bom… Foi um começo
(isto é mais pra adiante)
Naquele momento parece que o tempo parou… Flutuamos pelo Universo rendidos à magia do momento… Ao nosso lado vemos Adão e Eva, Romeu e Julieta, Napoleão e Antonieta, D. Pedro e D. Inês…
(isto vai mais para diante…)
Estou de novo sozinho…
Toda a nossa vida somos bombardeados com histórias intermináveis de amor em que tudo corre bem e ambos vivem felizes para sempre... A história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que as famílias não querem, a história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que não sabe, e no último minuto descobre e ainda a conquista. O velho que descobre o amor num canto escondido do Universo. Enfim... Será que em Hollywood só há casais felizes? Estará isso apenas ao alcance de alguns seres predestinados... Nós os meros mortais conseguiremos alcançar a parte do "... e viveram felizes para sempre...". Analiso todos os factos e a resposta é fácil: "Não!!!". Todos os dias vemos discussões intermináveis entre casais e o número de divórcios aumenta irremediavelmente. Tudo isto leva-me a pensar para quê o amor e paixão se o nosso único objectivo é fazer com que a raça humana habite mais uns anitos na Terra...
O problema é o meu lado romântico... Olho para o que disse antes e penso... Não pode ser! O nosso objectivo na vida não pode ser o mesmo que o resto dos animais que se limitam a "amar" para dar continuidade à espécie... Que mundo cinzento seria esse... Ponho-me a pensar em todas as coisas belas que nos são oferecidas, como o nascer e o por de sol... e dou por mim a ver aqueles casais de velhotes sentados num banco de jardim com ar de adolescentes que vivem o primeiro amor... vejo um casal babado que passeia o seu filhote à beira mar, sorridentes, como que a mostrar ao mundo que o seu descendente é o melhor à face da Terra... e depois penso em todas as grandes lendas da História do amor, como D. Pedro e D. Inês de Castro, Romeu e Julieta e tantos outros... e finalmente grito: "Não pode ser!" Se não existisse o amor eterno, estes factos que enumerei não seriam possíveis... Estas histórias não existiriam... mas hoje o meu lado romântico não ganha… Afinal quem disse que toda a gente tinha uma cara metade. O mito de Androgenia dizia que inicialmente só havia um ser poderoso, que era de ambos os sexos, e os Deuses com medo desses seres resolveram separa-los formando macho e fêmea e estes passavam o resto da vida a procura da sua metade. Se calhar eu não fui dividido… Porém os deuses não têm nada que se preocupar… Acho que não sou assim tão poderoso… Deve ser isso mesmo… Não deve existir a minha cara metade. Provavelmente foi um erro meu…. Sempre vivi a vida baseado em metas – acabar o curso, arranjar emprego, casar, ter filhos… - em vez de me basear em objectivos, um tão simples quão ser feliz... E neste momento estou perto de alcançar o meu novo objectivo… ser feliz… Sou totalmente independente, posso comprar praticamente tudo o que quero, tenho os melhores amigos do mundo, quando quero arranjo umas “amigas coloridas”… Não me posso queixar… De repente tudo parece fazer sentido… A minha história pelos vistos tem outro final: em vez do comum e viveram felizes para sempre, deve ser e viveu feliz para sempre…
terça-feira, julho 12, 2005
De férias?
Não tenho tido tempo nem inspiração para escrever. Parece que as minhas musas foram de férias...
terça-feira, junho 14, 2005
Encontro
Não há muito tempo tempo tive de sair mais tarde do emprego. Naquele dia as contas bateram mal e como tal tive de ficar bem para lá da hora de trabalho para corrigir e identificar o problema. Mal consegui dar por concluído o trabalho apressei-me em sair e dirigir-me a toda a velocidade para o metro. Percorria Santa Catarina a toda a velocidade. Àquela hora já poucas pessoas percorriam esta movimentada rua. Ao fundo uma criança brincava com uma bola. Entretanto o telemovel tocou.
" - Sim, sim. Estou atrasado. Isto complicou-se mas já estou a caminho..." - repliquei institivamente à mecânica pergunta do outro lado da linha.
O miúdo estava agora mesmo à minha frente e ao aproximar-se surpreende-me
" - Senhor, senhor, quer jogar comigo? Só um bocadinho..."
Fiquei um pouco atónito com a atitude mas lá lhe respondi:
" - Oh rapaz... Estou muito atrasado... Não posso jogar agora..."
Sem papas na língua, prontamente diz:
"- Está bem. Então depois..."
Esbocei um sorriso e lá continuei a minha apressada caminhada.
Uma semana passou... Todos os dias a mesma rotina... Todos os dias o mesmo stress... Na semana anterior, neste dia tudo complicou-se... Tive de ficar a trabalhar até tarde, a minha esposa parecia uma máquina de pinball... O abrir de porta desse dia pareceu o final abanão e o aviso de tilt iluminou-se e foi ver a bola a descer lentamente para o buraco sem que nada pudesse fazer... Desabafou, protestou, esperneou, tudo e mais alguma coisa... Enfim tudo o que uma pessoa precisa depois de um dia que corre mal. Desde então o ambiente está de cortar à faca. Parecemos dois estranhos dentro de casa... casa não... esta semana não posso considerar casa... dormitório é a palavra adequada!
Hoje o dia correu bem. Vou fazer uma surpresa. Já encomendei umas flores, vou sair mais cedo e ainda passo pela Arcádia.
À semelhança da semana passada saí a correr, desta vez por motivos diferentes. Mal saí institivamente dirigi-me à florista para ir buscar as rosas. Era um daqueles dias em que parecia sozinho na rua. Estava completamente ausente da azáfama que imperava à minha volta. Os meus pensamentos estavam mais longe... Subitamente uma voz desperta-me:
"- Senhor, senhor... Vamos jogar?"
Era o mesmo miudo da semana anterior... Será que ainda se lembra?
"- Você prometeu..." -diz-me, fitando-me com os seus grandes e luminosos olhos castanhos.
"- Prometo que amanhã jogo. Sabes... hoje é um dia especial... Tenho de ir ter com a minha namorada..." - disse para despachar, o miúdo... Não quis dizer esposa, nem mulher... São palavras mais distantes... Namorada sempre tem amor no meio e deve ser mais fácil para o puto perceber...
O puto sorriu, deu um chuto na bola e foi afastando-se.
Ao chegar a casa tive um dos maiores baldes de água fria da minha curta vida. A reacção foi totalmente inesperada... Diz-me a Ana mal me vê a entar:
"- Flores e chocolates... Que se passa? Alguém faz anos ou fizeste asneiras?"
Senti-me como uma daquelas personagens dos desenhos animados que derretem quando algo corre mal. Bolas!!! Desanimadamente só consegui dizer:
"-Não... São para ti. Amo-te acima de tudo!"
"-Ah... Obrigado..." - responde-me inexpressivamente...
Não queria acreditar... Teria acabado ali a paixão? Desconhecia por completo a pessoa que estava à minha frente... O jantar decorreu no silêncio absoluto e no final nada restava senão o sono como escapatória aquele nada.
O dia seguinte passou devagarinho... O tempo parecia trair-me...
Quando finalmente chegou ao fim o horário de expediente, saí apressadamente... Porquê não sei... Afinal não sabia para onde e para quê ia regressar...
Ao sair lá avistei o miúdo ao longe. Será que se lembrava? Estava para o sentido oposto para onde tinha de ir no meu regresso ao dormitório... No entanto resolvi ir ao seu encontro... Ao ver-me aproximar correu para mim e com um grande sorriso, lá me pergunta:
"-Senhor, senhor, veio jogar comigo?"
"-Sim. Claro que vim. Então não te tinha prometido?", respondi-lhe
"-Chamo-me António e o senhor?"
"-José. Vamos lá jogar?"
"Sim, sim..."
Não sei quanto tempo passou, mas quando olhei à minha volta já ninguém andava na rua e já jogava descalço. Creio que os sapatos me incomadavam um pouco... Já não me lembrava de sentir assim criança... Era uma sensação boa. Institivamente olhei para o relógio. Marca 20h30.
As crianças são incriveis... Apercebeu-se desse meu gesto que me passou totalmente ao lado e diz-me:
"-Temos de ir embora, não é? A sua namorada vai zangar-se?"
Sorri-lhe e disse:
"- Não te preocupes. O amor vence tudo... Vamos lá embora"
"- Senhor, senhor... Espere... Acredita em anjos? Eles estão em todo o lado, à nossa volta. Às vezes nós não sabemos é reconhecê-los..."
Nisto pega na bola e corre rua fora até que desaparece ao dobrar da esquina...
" - Sim, sim. Estou atrasado. Isto complicou-se mas já estou a caminho..." - repliquei institivamente à mecânica pergunta do outro lado da linha.
O miúdo estava agora mesmo à minha frente e ao aproximar-se surpreende-me
" - Senhor, senhor, quer jogar comigo? Só um bocadinho..."
Fiquei um pouco atónito com a atitude mas lá lhe respondi:
" - Oh rapaz... Estou muito atrasado... Não posso jogar agora..."
Sem papas na língua, prontamente diz:
"- Está bem. Então depois..."
Esbocei um sorriso e lá continuei a minha apressada caminhada.
Uma semana passou... Todos os dias a mesma rotina... Todos os dias o mesmo stress... Na semana anterior, neste dia tudo complicou-se... Tive de ficar a trabalhar até tarde, a minha esposa parecia uma máquina de pinball... O abrir de porta desse dia pareceu o final abanão e o aviso de tilt iluminou-se e foi ver a bola a descer lentamente para o buraco sem que nada pudesse fazer... Desabafou, protestou, esperneou, tudo e mais alguma coisa... Enfim tudo o que uma pessoa precisa depois de um dia que corre mal. Desde então o ambiente está de cortar à faca. Parecemos dois estranhos dentro de casa... casa não... esta semana não posso considerar casa... dormitório é a palavra adequada!
Hoje o dia correu bem. Vou fazer uma surpresa. Já encomendei umas flores, vou sair mais cedo e ainda passo pela Arcádia.
À semelhança da semana passada saí a correr, desta vez por motivos diferentes. Mal saí institivamente dirigi-me à florista para ir buscar as rosas. Era um daqueles dias em que parecia sozinho na rua. Estava completamente ausente da azáfama que imperava à minha volta. Os meus pensamentos estavam mais longe... Subitamente uma voz desperta-me:
"- Senhor, senhor... Vamos jogar?"
Era o mesmo miudo da semana anterior... Será que ainda se lembra?
"- Você prometeu..." -diz-me, fitando-me com os seus grandes e luminosos olhos castanhos.
"- Prometo que amanhã jogo. Sabes... hoje é um dia especial... Tenho de ir ter com a minha namorada..." - disse para despachar, o miúdo... Não quis dizer esposa, nem mulher... São palavras mais distantes... Namorada sempre tem amor no meio e deve ser mais fácil para o puto perceber...
O puto sorriu, deu um chuto na bola e foi afastando-se.
Ao chegar a casa tive um dos maiores baldes de água fria da minha curta vida. A reacção foi totalmente inesperada... Diz-me a Ana mal me vê a entar:
"- Flores e chocolates... Que se passa? Alguém faz anos ou fizeste asneiras?"
Senti-me como uma daquelas personagens dos desenhos animados que derretem quando algo corre mal. Bolas!!! Desanimadamente só consegui dizer:
"-Não... São para ti. Amo-te acima de tudo!"
"-Ah... Obrigado..." - responde-me inexpressivamente...
Não queria acreditar... Teria acabado ali a paixão? Desconhecia por completo a pessoa que estava à minha frente... O jantar decorreu no silêncio absoluto e no final nada restava senão o sono como escapatória aquele nada.
O dia seguinte passou devagarinho... O tempo parecia trair-me...
Quando finalmente chegou ao fim o horário de expediente, saí apressadamente... Porquê não sei... Afinal não sabia para onde e para quê ia regressar...
Ao sair lá avistei o miúdo ao longe. Será que se lembrava? Estava para o sentido oposto para onde tinha de ir no meu regresso ao dormitório... No entanto resolvi ir ao seu encontro... Ao ver-me aproximar correu para mim e com um grande sorriso, lá me pergunta:
"-Senhor, senhor, veio jogar comigo?"
"-Sim. Claro que vim. Então não te tinha prometido?", respondi-lhe
"-Chamo-me António e o senhor?"
"-José. Vamos lá jogar?"
"Sim, sim..."
Não sei quanto tempo passou, mas quando olhei à minha volta já ninguém andava na rua e já jogava descalço. Creio que os sapatos me incomadavam um pouco... Já não me lembrava de sentir assim criança... Era uma sensação boa. Institivamente olhei para o relógio. Marca 20h30.
As crianças são incriveis... Apercebeu-se desse meu gesto que me passou totalmente ao lado e diz-me:
"-Temos de ir embora, não é? A sua namorada vai zangar-se?"
Sorri-lhe e disse:
"- Não te preocupes. O amor vence tudo... Vamos lá embora"
"- Senhor, senhor... Espere... Acredita em anjos? Eles estão em todo o lado, à nossa volta. Às vezes nós não sabemos é reconhecê-los..."
Nisto pega na bola e corre rua fora até que desaparece ao dobrar da esquina...
segunda-feira, junho 13, 2005
domingo, maio 15, 2005
Mau tempo
Está mau tempo... Está vento... É bom para por os papagaios no ar, no entanto torna difícil controlá-los
quinta-feira, maio 12, 2005
A parede de intervenção
Quem costuma andar pelos lados de Cedofeita, com certeza que conhece a rua onde está a parede a que eu "parede de intervenção". Todos os dias passo lá, e todos os dias ver e ler a parede me deixa um pouquinho mais bem disposto. Inicialmente era apenas uma parede despida. Depois aos poucos foram surgindo uns desenhos (não grafiti) anti guerra e de carácter social. Hoje já aparecem pequenos pedaços de poesia. Não resisti a apontar alguns.
O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo
A imitação dos herois é o hábito sagrado de cadáveres entretidos
Devido à velocidade da luz ser superior à velocidade do som, frequentemente achamos alguém interessanto até que a ouvimos
Bonjour tristesse
Se calhar estas foram as que achei mais engraçadas porque de algum modo corresponderam a estados de espirito ou reflexões que estavam presentes quando lá as vi. (para saber mais a solução é simples...).
Já que estou aqui aproveito para apontar algumas coisas que detesto: hipocrisia, conformismo, segredos ou privacidades não guardados, mandarem-me embora, cortarem-me a conversa quando me apetece ficar no paleio a noite toda (ou dia... é irrelevante... mas como a noite trás mais intimidade...), injustiças, não conseguir abrir mão de certas coisas / pessoas mesmo sabendo que futuramente me vou queimar com isso, entre muitos outras... É o "sabor do momento"!
Duas coisas que adoro... Andar pela casa às escuras sabendo exactamente o sitio onde se encontram, os móveis, as portas, quantos degraus tem 1 lanço de escadas, etc. Hmmm a outra (?) afinal não me apetece revelar.
Uma coisa que acho interessante e piada: a relação amor / ódio. Se calhar ainda vai servir para desenvolver mais futuramente.
Ps: Aproveito também para agradecer a todos os que visitam esporadicamente o blog. Isto porque o fim pode estar perto, ou pelo menos restringido
O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo
A imitação dos herois é o hábito sagrado de cadáveres entretidos
Devido à velocidade da luz ser superior à velocidade do som, frequentemente achamos alguém interessanto até que a ouvimos
Bonjour tristesse
Se calhar estas foram as que achei mais engraçadas porque de algum modo corresponderam a estados de espirito ou reflexões que estavam presentes quando lá as vi. (para saber mais a solução é simples...).
Já que estou aqui aproveito para apontar algumas coisas que detesto: hipocrisia, conformismo, segredos ou privacidades não guardados, mandarem-me embora, cortarem-me a conversa quando me apetece ficar no paleio a noite toda (ou dia... é irrelevante... mas como a noite trás mais intimidade...), injustiças, não conseguir abrir mão de certas coisas / pessoas mesmo sabendo que futuramente me vou queimar com isso, entre muitos outras... É o "sabor do momento"!
Duas coisas que adoro... Andar pela casa às escuras sabendo exactamente o sitio onde se encontram, os móveis, as portas, quantos degraus tem 1 lanço de escadas, etc. Hmmm a outra (?) afinal não me apetece revelar.
Uma coisa que acho interessante e piada: a relação amor / ódio. Se calhar ainda vai servir para desenvolver mais futuramente.
Ps: Aproveito também para agradecer a todos os que visitam esporadicamente o blog. Isto porque o fim pode estar perto, ou pelo menos restringido
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