Devaneios... Nada mais...

domingo, outubro 15, 2006

Facto

No penedo no meio do mar estavam as gaivotas em amena cavaqueira.
No penedo no meio da areia estava o bicho em completa solidão.

Perguntas

O que te faz sorrir?
O que te faz chorar?
O que te faz gritar?
O que te faz falar?
O que te faz confessar?
O que te faz segredar?
O que te faz quebrar?
O que te faz perder?
O que te faz encontrar?
O que te faz passar?
O que te faz voar?
O que te faz chatear?
O que te faz fugir?
O que te faz regressar?
O que te faz sentir vulgar?
O que te faz sentir especial?
O que te faz ficar ficar com um nervoso miudinho?
O que te faz ficar indiferente?
O que te faz fazer um sacrifício?
O que é preciso para te sentires feliz?
O que é preciso para te sentires miserável?
O que é preciso para te levar à loucura?
O que mexe contigo?
O que abominas?
De que tens medo?
Quanto aguentas até acabar?

quinta-feira, outubro 12, 2006

Interpretada por: Madalena Iglésias
Másica de: Carlos Canelhas
Letra de : Carlos Canelhas




Ele e ela

Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor

Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz

Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém

Sei quem ele é, ele é bom rapaz, um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais, mais calor

Ela apareceu e a beleza dela desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem, é feliz

Só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora
Chora por ela se ela não vem
Só fala nela cada momento, vive com ela no pensamento
Ele sem ela não é ninguém

Ele sem ela não é ninguém
Ele sem ela não é ninguém




E recordar é viver...

terça-feira, setembro 19, 2006

Bem-vindo ao circo!

" - Senhoras e senhores, meninos e meninas, preparem-se! Vai-se dar início a mais um monumental espectáculo do circo!" e a música animada toca um pouco.
" - Apreciem! O nosso circo é especial! Apenas temos um artista! Não desanimem! É o melhor do mundo e faz todos números!"
Entra a música dos palhaços e juntamente com ela aparece na arena o artista! E lá vai ele pulando e fazendo patetices contagiando a plateia que ri!
" - Gostaram! Foi só o início! Preparem-se para o próximo número! Vitorini irá agora andar naquela corda que vêm dez metros acima das vossas cabeças! Peço silêncio! Não há rede de protecção! Vitorini tem de concentrar-se!"
No cimo lá aparece Vitorini vestido naquela licra justinha e colorida. Traz uma enorme bara e um mono-ciclo. Todos olham atentamente. Um outro desvia o olhar. Lentamente Vitorini começa a pedalar na corda bamba. " - oooohhh" grita a plateia. Vitorini parecia que ia desiquilibrar-se mas lá ganha à gravidade e chega ao outro lado!
" - Uma salva de palmas! Eu não disse que o artista era o melhor! Não parem as palmas! O mágico Vitorini está prestes a entrar"
Desta vez é uma música ambiente que entra cena e Vitorini lá vai entretendo a plateia com as suas cartas, fugas de correntes, aros quebrados e todas as magiquices.
O narrador desta vez não entra. Uma gaiola enorme sai do tecto, a varinha transforma-se em chicote e a mesa em cadeira! Entram os leões! A multidão gela. Vitorini tem a cabeça dentro da boca do mais possante animal daquela jaula! Tudo corre bem!
" - Palmas! Palmas! Vitorini merece!" - anuncia a voz para dar tempo a Vitorini de se mudar.
E de repente lá entra de novo a correr vestido de palhaço fazendo rir de novo toda a gente. Pelo meio pega nuns cones e numas bolas e começa malabarismo! Que arte como está tudo equilibrado!
"- E agora mais uma bola! Vitorini irá manter no ar seis bolas caros espectodores!"
Entra mais uma bola para o malabarismo... Vitorini não consegue equilibrar e caem todas ao chão! Bolas! Confiante pega de nova nelas e mais uma tentativa! Desta feita mantêm-se todas no ar e o público aplaude ao rubro!
"- Senhoras e senhores, meninos e meninos, e agora o número mais perigoso! Vitorini com a sua assitente irá efectuar um número de trapezismo a quinze metros do chão! Sem protecções!"
No alto Vitorini e sua assistante vão tomando balanço e vão trocando de balancé entre si enquanto o público permanece estático! Vai terminar o número! Vitorini ganha lanço para fazer três mortais e depois agarrar-se à sua companheira que o apanhará na hora certa. O momento aproxima-se... Um mortal, dois mortais, três mortais, a assistente estende as mãos..... Vitorini não agarra e a assistente não o apanha! Vitorini jaz numa poça de sangue no centro da arena. O silêncio impera!
A vida é um circo!

segunda-feira, setembro 18, 2006

Página de um diário esquecido

Faz precisamente hoje um mês que resolvi rapar a barba e o cabelo. Não mais esquecerei esse dia. Ainda te lembras? Ainda me lembro? Basta folhear algumas páginas para que tudo faça "sentido". Todos os anos havia aquele ritual, não interessa se era por um fim de semana, por uma semana, por quinze dias ou mesmo por um mês. Todos os anos a malta reunia-se e assim que os dias eram mais longos que a noite alguém dava o toque a reunir a malta e lá se alugava o casebre do costume e os seis do costume lá se encontravam. Nunca eramos seis. Havia sempre "intrusos". Todos os anos havia sempre alguém novo. Esses dias eram sagrados. Eram o elo que ligava os tempos loucos da adolescência e juventude às preocupações e stresses da vida adulta. Confesso que houve anos em que fui algo contrariado, aliás todos devem ter experimentado o mesmo sentimento, no entanto assim que passavam os cinco primeiros minutos naquela casa tudo se compunha e o bom humor imperava... Era uma casa mística... O portal principal escondia um carreiro que serpenteva entre os jardins cerca de cinquenta metros até que terminava num largo estacionamento mesmo em frente à porta principal da casa. No piso térreo apenas havia uma cozinha algo tacanha e uma ampla sala com umas portadas a todo o comprimento que davam para as traseiras. E aqui residia a maior parte do encanto daquele lugar: naquelas traseiras aparecia um amplo jardim relvado salpicado com umas quantas árvores e arbustos. No final, uma falésia onde se via o rio a nascer entre uns quantos calhaus e a crescer pelas verdejantes margens. Este ano o elemento estranho foi Graciosa...Quando me disseram que ia não gostei... apesar de não a conhecer... não gosto do nome... Formei logo na altura uma opinião que estaria bem longe da realidade. A realidade é que quando ela entrou nessa casa à coisa de três meses não consegui tirar os olhos dela. Estava completamente hipnotizado. Ainda hoje tento explicar tal comportamento tão primitivo. Eu não sou assim. Acima de tudo a racionalidade! Era amiga da Rita. Depois das apresentações feitas não mais paramos o conhecimento nesse dia. Aliás, o dia
terminou no dia seguinte na confeitaria da esquina enquanto os restantes seis dormiam profundamente. Foi uma semana inesquecivel! Se houvesse um eu feminino seria aquele ser. Combinamos às escondidas que dentro de quinze dias voltariamos aquela casa. Como custaram passar esses quinze dias... Quando finalmente terminaram, corri para lá. Havia sido primeiro a chegar... O tempo passava... e Graciosa teimava em não chegar... Deitado no sofá da sala espreitva para o jardim, iluminado pela lua. Só eu tinha as chaves da porta principal. O usual era entrar por estas portadas. De quando em quando lá me levantava espreitava pelas portadas entreabertas. Adormeci... e acordei... de um sonho ou para a vida... Não sei... Peguei na máquina e rapei o cabelo. A lâmina encarregou-se da barba. Fechei tudo e voltei à confusão da cidade. Era uma confusão mais suportável! E agora cá estou eu... De novo de volta a esta casa. Junto à falésia a ver o rio nascer... Graciosa já não tinha graça! Era apenas ociosa! Já não se morre por amor! Nem sequer está na moda!

quarta-feira, setembro 06, 2006

myself@tocha Posted by Picasa
Palavras para quê??? Posted by Picasa
Tá tudo com soninho... Posted by Picasa
É agua suja... Posted by Picasa
A bela da festa... e ainda a procissão vai no adro... Posted by Picasa

Help

Comecei a fazer uma antologia dos poemas da minha vida reunidos com os que mais gosto. Não é preciso ser "famoso" para fazer uma coisa destas! Ajuda-me a encontrar mais. Envia-me os teus preferidos!

Comida

Gosto da comida com sabores intensos. Obviamente há sabores que não suporto como couve ou grelos. Marisco é bom... mas será de confiança? Não será daquele que me irá mandar para o hospital com uma qualquer coisa dificil de pronunciar? A maionese sabe bem mas é preciso ter cuidado para não estar estragada. O peixe é melhor fresco do que congelado. É pena as tripas à moda do porto serem feitas com dobrada de vitela. Gosto incondicionalmente de francesinhas! Não interessa se engorda ou faz mal! Há tanta comida tão boa e tanta intragável. As pessoas são como a comida. Alimenta a tua mente!

Ser

O maior problema do ser humano é não poder ser só

untitled

Parece que tem havido pouco sobre o que escrever...

De regresso em breve num blog perto de si...

terça-feira, abril 11, 2006

John dos Passos disse que só vale a pena escrever sobre duas coisas: amor e morte...

sexta-feira, novembro 11, 2005

Carta de Suicídio

Nota: Este texto coloquei-o originalmente no blog do meu irmão... No entanto acho que também vem para aqui. Andei à procura dele e não o encontrei...

Se isto fosse uma vulgar carta, deveria ter começado com "Caro amigo," ou "Querida amiga," ou com uma outra amistosa saudação.

Mas isto não é uma carta qualquer. Era suposto ser uma carta de despedida. Só que não quero despedir-me de ninguém e ao mesmo tempo quero despedir-me de todo o mundo. Vou tentar...


Filho da puta de mundo,

Não sei que mal te fiz eu, por isso tenho de perguntar: Porque raio resolveste implicar comigo?
Desde que me lembro vivo rodeado de mentira, decepção, fraude, traíção. Sempre tentei tomar uma postura correcta, sempre tentei viver de modo a andar de cabeça levantada... E para quê? Para estar constantemente a levar chapadas? E pontapés? E tareias? Não das físicas, das mentais que deixam feridas muito mais profundas e dificeis de estancar. Nunca te pedi nada de especial... Só quis a amizade e carinho de umas poucas pessoas e dinheiro para levar uma vida digna. Não penses que é egoísta dizer que preciso de dinheiro. Não é. Todo o mundo precisa de um mínimo de condições. Também não queria o dinheiro se não tivesse com quem partilhar.

Agora as perguntas que me trazem aqui... Quanto é que uma pessoa consegue aguentar? Durante quanto tempo? Existe um ponto de não retorno? Porque é que me tiraste-me os pais ainda em criança? Porque é que nunca me mostraste amigos verdadeiros, daqueles que estão presentes todo o tempo, no bom e no mau, dos que gostam de nós, independentemente do que façamos, incondicionalmente, que não nos traiam, que aprendam com os seus erros? Porque é que me ensinaste da maneira mais dificil que o Amor não existe? Que tudo não passa de uma invenção do rídiculo ser humano para tornar mais suportavél a sua passagem na vida... que tudo o que fazemos neste planeta, que a nossa função é a simples continuação da espécie. Pois bem, a nossa missão está cumprida! Somos o ser dominante deste penoso planeta... Não tarda passeremos à extinção... Não tarde também TU morrerás... Viverás apenas como pó estelar, e então outra raça alienegena, quem sabe mais avançada que nós, irá estudar-te e dizer: Neste pó, outrora vivou a raça mais egoísta e mais narcisista que há memória na história do Universo... Enquanto isso não acontece, limita-te a continuar a tecer os destinos de pessoas que têm alguma potencial, de pessoas que poderiam tornar-te melhor, de pessoas que TE salvariam, desse teu modo tão imperfeito que deixa todos esses cabrões e todas essas mentes obtusas e que não conseguem pensar por si próprio dominar e atropelar tudo e todos... Se calhar estive sempre errado... Esses tipos é que tiveram sempre razão: "Sucesso a todo o custo e o eu é que importante, independentemente de quem tenhas de atropelar ou como tenhas de atropelar"...

Pois bem, conseguiste o que querias! Quebraste-me! Amanhã já não acordarei no banco deste automovél a beira mar. No meu lugar estará um corpo autômato... Um corpo sem preocupações, sem sentimentos, sem pensamento, um corpo sem ALMA. Será um corpo que automaticamente acordará todos os dias e escrupolosamente dirigir-se-á ao emprego onde desempenherá todas as suas tarefas e regressará à noite para repor as suas energias, para no dia seguinte repetir o processo. E isto é para onde caminha a humanidade... Seres automatos... Robos com as suas funções.

Até sempre mundo cruel,
Espero que sejas extremamente infeliz,
Deste teu novo robô querido,
Zé Ninguém

quarta-feira, outubro 26, 2005

Cliché do dia

"Os homens são como o vinho : com o tempo, os maus azedam e os bons apuram"

terça-feira, agosto 16, 2005

Homage...

Dedicado ao Francisco:

Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
Antoine de Saint-Exupery




Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

jorge palma

quarta-feira, julho 20, 2005

Insónia (XI)

(continuação)

Nota: De regresso à Insónia... Ainda são textos antigos... E vão com as notas pessoais, comentários, etc.... Não me apetecia estar a reler, formatar o texto, e arranjar... Quiçá mais tarde farei isso...

- Bem mas agora diz lá o que ficou pendente antes de ir para a Áustria…
Que coisa romântica para dizer depois tal situação…
- Diz… Desculpa não ouvi… Entra… Não vamos ficar à porta…
Sentamo-nos no sofá frente a frente…
- Bem… -digo.
-Pois… - responde-me.
Ficamos ali uns largos minutos a olhar um para o outro… Será que fiz bem?
- Vou aproveitar para dizer o que era para dizer antes de ires para fora…
Levanta-se e vem ao meu encontro… Pega-me na mão e levanta-me… Surge um demorado beijo… Os nossos lábios tocam-se… Roubou-me um beijo… ( ;) ) Puxa-me para o quarto... Para quem andava tão indecisa, de repente está muito segura…
Caímos na cama beijando-nos loucamente e sem dar conta conduz-me à posição do missionário… Bolas (até o nome que lhe dão é sombrio)?! Começou mal… Era impossível ter tornado isto numa situação mais vulgar… Sinceramente… Enfim… Lá estamos naquilo até que acabamos… (acho eu… porque com as mulheres…).
- Obrigado… - diz-me ela.
Obrigado???? De certeza que nem eu nem ela fomos obrigados… e isso é coisa que se diga???
Respondo-lhe com um:
- Amo-te.
Ele retorque com um:
- Ahhh…
Ahhhh??? Mais uma vez surpreendeu-me… Tento adaptar o provérbio de “quem cala consente” para “quem diz ahhh consente”, enquanto ela se vira para o outro lado caindo num sono profundo. Que triste!!! Foi isto? Que desilusão… Se calhar é normal… Afinal foi a nossa primeira vez juntos e numa situação em que perdemos o controle rapidamente… Enfim… Mas não me sai da cabeça… E isto não me deixa dormir. Fico algumas horas a passear por pensamentos nunca antes navegados até que consigo adormecer…
Acordo… São 8h30… Tenho de me arranjar e ir para a Boavista… A cama está vazia… Onde está a Nokinhas? Em cima do seu travesseiro encontro um bilhete…
“Bom dia querido!!!
Desculpa não ter esperado mas tinha de estar na faculdade muito cedo…
Telefona-me quando acordares!
Muah…“


Que bela maneira de acordar depois de uma noite destas!!! Era a ultima coisa no mundo que estava a espera… Espero que tenha sido por algo importante… Bom… Foi um começo


(isto é mais pra adiante)
Naquele momento parece que o tempo parou… Flutuamos pelo Universo rendidos à magia do momento… Ao nosso lado vemos Adão e Eva, Romeu e Julieta, Napoleão e Antonieta, D. Pedro e D. Inês…





(isto vai mais para diante…)
Estou de novo sozinho…
Toda a nossa vida somos bombardeados com histórias intermináveis de amor em que tudo corre bem e ambos vivem felizes para sempre... A história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que as famílias não querem, a história do rapaz que se apaixona pela rapariga mas que não sabe, e no último minuto descobre e ainda a conquista. O velho que descobre o amor num canto escondido do Universo. Enfim... Será que em Hollywood só há casais felizes? Estará isso apenas ao alcance de alguns seres predestinados... Nós os meros mortais conseguiremos alcançar a parte do "... e viveram felizes para sempre...". Analiso todos os factos e a resposta é fácil: "Não!!!". Todos os dias vemos discussões intermináveis entre casais e o número de divórcios aumenta irremediavelmente. Tudo isto leva-me a pensar para quê o amor e paixão se o nosso único objectivo é fazer com que a raça humana habite mais uns anitos na Terra...
O problema é o meu lado romântico... Olho para o que disse antes e penso... Não pode ser! O nosso objectivo na vida não pode ser o mesmo que o resto dos animais que se limitam a "amar" para dar continuidade à espécie... Que mundo cinzento seria esse... Ponho-me a pensar em todas as coisas belas que nos são oferecidas, como o nascer e o por de sol... e dou por mim a ver aqueles casais de velhotes sentados num banco de jardim com ar de adolescentes que vivem o primeiro amor... vejo um casal babado que passeia o seu filhote à beira mar, sorridentes, como que a mostrar ao mundo que o seu descendente é o melhor à face da Terra... e depois penso em todas as grandes lendas da História do amor, como D. Pedro e D. Inês de Castro, Romeu e Julieta e tantos outros... e finalmente grito: "Não pode ser!" Se não existisse o amor eterno, estes factos que enumerei não seriam possíveis... Estas histórias não existiriam... mas hoje o meu lado romântico não ganha… Afinal quem disse que toda a gente tinha uma cara metade. O mito de Androgenia dizia que inicialmente só havia um ser poderoso, que era de ambos os sexos, e os Deuses com medo desses seres resolveram separa-los formando macho e fêmea e estes passavam o resto da vida a procura da sua metade. Se calhar eu não fui dividido… Porém os deuses não têm nada que se preocupar… Acho que não sou assim tão poderoso… Deve ser isso mesmo… Não deve existir a minha cara metade. Provavelmente foi um erro meu…. Sempre vivi a vida baseado em metas – acabar o curso, arranjar emprego, casar, ter filhos… - em vez de me basear em objectivos, um tão simples quão ser feliz... E neste momento estou perto de alcançar o meu novo objectivo… ser feliz… Sou totalmente independente, posso comprar praticamente tudo o que quero, tenho os melhores amigos do mundo, quando quero arranjo umas “amigas coloridas”… Não me posso queixar… De repente tudo parece fazer sentido… A minha história pelos vistos tem outro final: em vez do comum e viveram felizes para sempre, deve ser e viveu feliz para sempre…

terça-feira, julho 12, 2005

De férias?

Não tenho tido tempo nem inspiração para escrever. Parece que as minhas musas foram de férias...